domingo, 16 de agosto de 2015

7ºcapítulo-Sendo ele o centro disto tudo.(parte 1)

Olá meninas! Eu sei podem-me espancar porque eu demorei mil séculos a publicar mas entendam que vim de férias, desfazer malas, ir a familiares dar recordações, jantares de família e etc não é fácil! Para vocês um capítulo dividido em dois, para vos deixar com água na boca pelo próximo ! 
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-André, isto foi algo que para já não me sinto pronta para falar, mas tu saberás. Dá-me tempo e eu juro que te conto.

-Bem, eu espero o tempo que for preciso, mas eu quero saber.- André olhava para mim preocupado.

-Prometo mau amor, saberás!- Sorriu quando ouviu o que lhe chamei.

-MENINOS, MUITO MENOS! Vão lá aproveitar o sábado que eu cá vou ver as novelas!-Rimo-nos bastante com aquela afirmação.

Despedimo-nos e fomos aproveitar um sábado mágico. Fomos ao cinema:

-Amor, não vais obrigar a ver romances pois não?-Disse André em sinal de troça.

-Mas tu achas que eu perdia a oportunidade de ver os mínimos contigo?

Ele fingiu o choro mas eu obriguei-o a ver o filme e fomos ver o filme juntos, que era extremamente engraçado. Quando saímos do cinema ele disse que ia ao wc e disse para eu esperar ali. Quando voltou, vinha com um mínimo com uns 50 cm de altura na mão, o qual me ofereceu.


 Afinal só foi-me comprar uma prenda. A primeira prenda. Beijei-o como se fosse um anel de diamante e ele adorou o meu agradecimento. Jantamos juntos e no final da noite fui para casa dele onde dormimos coladinhos um ao outro.

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Era domingo. Supostamente, deveríamos dormir até bem tarde, mas uma chamada interrompeu o meu sono e o do meu rei. Era o telemóvel dele.

-Que queres?

(…)

-Mariana, pensei que já tínhamos falado tudo.

(…)

-Sim, está comigo.

(…)

-Isso é que era bom, não vou passar á Joana!

Ouvindo a última frase, retirei-lhe o telemóvel. Ele tentou-me impedir mas eu consegui ser mais rápida.

-Mariana? (silêncio) É a Joana.

-Olá, será que nos podíamos encontrar?

-C…Claro, onde?

-Eu envio a morada por sms. Até já então.

Desligou sem dar tempo de me despedir. É compreensível!

-Eu vou contigo. -Disse André.

-Isso é que não vais! Ela pediu para falar comigo, sou eu e apenas eu que vou. Tens que confiar.

-Eu confio, mas a Mariana está magoada e pode não reagir bem contigo.

-Estás preocupadinho? Meu rei, eu vou num pé e volto noutro pode ser? E quem sabe quando 
chegar, possamos matar saudades…

-VAI A CORRER JOANA!-Fui a correr entre risos ao ver o seu desespero, porque também queria muito matar "saudades".

Tinha roupa em casa dele e vesti-me assim:


Porque também eu já senti o que é um desgosto amoroso. Já senti o que é encarar um passado recente e ter que sobreviver a isso. E a Mariana é uma miúda tão doce que eu sei que me culpa por tudo. Mas eu sou alguém que assume o que faz e por isso eu vou hoje, porque eu podia-me ter escondido nas costas do André e nem sequer falar com a Mariana. A cena é que eu não sou cobarde, não faz parte da minha personalidade!
Estava a entrar no carro quando recebo uma mensagem:

“De: Meu rei <3
Meu amor, esqueceste-te da morada… Se não fosse eu!!!!
(morada)
Amo-te e volta rápido, não hesites em pedir ajuda!
P.s. Cada vez que me lembro de cada momento da nossa primeira noite, mais vontade tenho de repetir! Do teu e só teu André”

Eu sei, ele era meu. E eu? Completamente dele. E foi nesses pensamentos que fui ter ao sítio combinado. Cada vez que o carro se aproximava, mais rápido o meu coração batia. Não, não era medo por mim. Era medo por ela, não a queria magoar!

Cheguei.

Cheguei.

Cheguei.

Saí do carro e observei-a. Angelical, mas completamente desorentada. Aproximei-me e sentei-me logo.

-Sejamos diretas.- Disse eu, tentando poupar dramas.

-Eu sabia Joana, sempre soube.- Mariana deixou-me em estado de choque.

-Como?

-Sabes o vosso primeiro beijo?-Se sei…- Ele contou-me, foi sincero e eu perdoei. Mas naquele 
dia onde nos conhecemos eu quis ir ao Seixal para ver se te conhecia. E conheci! Fiquei mal, muito mal por te conhecer. Porque eu vi que quem detinha o coração de André não era eu. Eras tu! E sim eu podia aqui estar a fazer um escândalo e bater-te até me sentir bem mas sei que não vale a pena.

-Bem, eu não sabia que tu existias! Quando nos beijámos, eu não sabia. Mas senti-me muito mal e acredita que apesar de ter amado aquele momento, eu voltaria atrás…

-Para quê? Ele já gostava de ti bem antes disso por isso era inevitável. Eu vou só dizer uma coisa antes de ir embora para poder chorar e aceitar a realidade. Trata bem o André, porque eu estarei aqui se isso falhar. E não, não te vou roubar… o namorado, mas sem dúvida que se tu o tratares mal, toda a mágoa que sinto agora eu descarrego em ti.

Mereci toda aquela frieza. No entanto, senti-me aliviada. E se querem que vos diga? Estou feliz e nada pode destruir isso!  Fui-me embora para perto do meu amor. 

-Então princesa? 

-Está tudo resolvido, agora vamos ao que interessa! 

-Mas depois contas-me tudo direitinho.

-Prometido bebé!

Revivemos todos os momentos da nossa primeira noite. Ele tinha saudades de me tocar e eu de tocar nele de uma maneira que só nós dois sabíamos.
Mas no entanto se eu soubesse o que viria no inicio desta semana…

Bem, temos uma Mariana adulta e uma Joana apaixonada.

Dica: A Mariana é uma personagem da minha fic ( embora na vida real exista e seja ex-namorada do André Gomes que por acaso me inspiro nela para a Mariana da fic ) e portanto não vai deixar de existir. ISSO MESMO! A Mariana veio para ficar e voltará mais cedo do que vocês pensam… Para vocês uma frases da próxima metade do capítulo.
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Ele lesionou-se! Tragam a maca!
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-Ouve, mas tu tens problemas por eu ser a namorada do André Gomes?
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-EU DOU CABO DE TI LOIRA OXIGENADA!
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-Meu rei, fica bem depressa por favor.- Disse lavada em lágrimas.
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COMENTEEEEEEEMMMMM! Para eu saber quando devo publicar o próximo.
Beijinhos!







quinta-feira, 6 de agosto de 2015

6º capítulo- "um momento de puro prazer."

Oi meninas! Esta semana não deverei publicar mais porque vou uma semana de férias para fora e não tenho como escrever. Mas quando voltar, eu compenso-vos com um capítulo-bomba! Sem mais nada a dizer…  

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Foi instantâneo, eu sabia que era tão errado mas eu não queria parar. Virei-me para o André e as nossas bocas uniram-se num beijo que outrora era tão desejado, mas tão proibido! As suas mãos vagueavam pelas minhas costas agora arqueadas com o arrepio que atravessava a minha espinha por estar a viver este momento. Entre passos fomos ter ao sofá de André e por lá ficamos. Fiquei em cima dos seus quadris, dando beijos por todo o seu pescoço, enquanto ele mordia o seu lábio para se controlar. Suavemente aproximo-me da sua orelha e dou uma mordida provocadora no seu lóbulo, algo a que ele reagiu com um gemido bem baixo. Ajuda-me a tirar a minha camisola e troca as nossas posições, ficando ele por cima. Ente sorrisos e beijos, tiramos a sua camisola e eu vou com a mão diretamente ao seu peito esculpido á medida, tateando e arrastando as unhas fazendo com que ele se arrepiasse. Quando reparamos apenas a roupa interior nos separava. Com todo o respeito mas também com um pouco de desespero, André retira-me o soutien e observa-me, detalhe por detalhe. Sinto-me imensamente envergonhada mas o momento estava tão bom que em mais nada pensei. Assim sendo, André começa a beijar os meus seios e também me apertava os glúteos, era notório que ele estava a sentir prazer e isso agradava-me. Por isso inverti as posições e comecei a espalhar beijos molhados por todo o seu peito e claro dando também algumas mordidas, algo que lhe agradava. Sentámo-nos no sofá, com ele encostado e eu no seu colo. Espalhando beijos molhados e quentes por todo o meu ombro, André fazia-me delirar como nunca antes tivera delirado com algum homem. Sentia que naquele momento ele era o meu André e eu a sua Joana! André levantou-se e eu fiquei aborrecida pela falta de contacto com a sua pele, mas ele surpreendeu ao dar-me a sua mão para segui-lo. Assim o fiz e chegámos ao seu quarto.

-Se é para ser, que seja especial.  -Disse ele antes de eu me atirar ao seu colo. Caímos os dois na cama e assim tiramos as últimas peças que restavam. Óbvio está que ele foi buscar o preservativo porque com 19 anos não quero ser mãe. Quando tudo a postos, demos um beijo intenso e André entrou com tudo dentro de mim. EU JURO-VOS QUE CONSEGUI VER TODAS AS ESTRELAS E CONSTELAÇÕES EXISTENTES! Ao início ele foi bem calmo, mas quando começou a ganhar ritmo, o prazer já falava mais alto e ele movimentava-se com a maior rapidez. Eu já não me importava com o barulho, eu gemia e ele também já não se controlava.

-André, eu vou…

-Calma, espera mais um pouco.

Consegui controlar mas não por muito tempo, no entanto foi o suficiente para eu e ele atingirmos o nosso ponto juntos. Foi, para ser sincera, o melhor sexo da minha vida. Caímos redondos na cama, amarrados um ao outro. André retirou-se dentro de mim e eu senti-me vazia, mas rapidamente adormeci.

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De manhã, casa do André Gomes

Acordei com um lindo sol a entrar pela frincha da porta e da janela. Espreguicei-me e olhei para André. Sorri, foi tão bom mas tão errado. Vesti-me com a sua camisola e fui preparar o pequeno almoço.

Fiquei surpreendida, para homem tinha tudo no sítio e bem arrumadinho. Estava tudo feito e ia chamá-lo quando ele enrola os braços á volta da cintura e pousa a sua cabeça no meu ombro.   

-Bom dia princesa. Não era preciso teres trabalho!

-Por favor André! Isto não me deu trabalho nenhum! Senta e come comigo.

Estávamos a comer quando eu decidi que era altura de falar.

-André isto foi muito bom, mas da última vez que verifiquei, tu tinhas namorada.

-Pois, mas já não tenho!- Estava com uma torrada na boca e fiquei de boca aberta a olhar para ele.

-Como assim, não tens?

-Quando eu estava contigo ontem no hospital ela ligou-me e disse que se não fosse ter com ela que estava tudo acabado. Por isso eu não fui, até porque a nossa relação já não estava muito bem. Depois disso eu liguei-lhe, quando tu foste ao wc do hospital para te recompores de teres visitado a tua irmã eu liguei-lhe e terminei tudo. É claro que ainda vou ter que me encontrar com ela para esclarecer tudo, mas não fiques com remorsos porque eu também não fiquei. Aliás até te digo que foi a melhor noite da minha vida!-Concluiu, certamente a lembrar-se dos momentos da noite passada.  

-Mas porque é que me escolheste a mim?

-Eu escolhi-te. Porque é a ti que eu quero!

-A mim?

-Sim, desde o primeiro dia, o primeiro beijo, a primeira carícia e agora a primeira noite só veio dar mais ênfase a isso! Joana, eu posso te fazer feliz assim como tu podes me fazer feliz, por isso aqui vai- EU NÃO ACREDITO ELE VAI PERGUNTAR AQUILO QUE EU ESTOU A PENSAR- Queres namorar comigo?

-Não há nada na vida que me pudesse fazer negar , eu aceito meu tontinho!- Abraçamo-nos,beijamo-nos, agora sendo eu a sua pequena e ele o meu gigante.

-Já agora essa camisola fica-te muito bem!-Rimo-nos- Mas eu acho que ficas melhor sem ela.
E assim voltámos para o quarto e voltámos a nos amar com um momento de puro prazer. Ainda bem que hoje é sábado!

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O MEU NAMORADO veio-me trazer a casa para eu me vestir e irmos assim visitar a minha irmã ao hospital.

Fomos então e rapidamente estávamos no quarto da minha irmã. Fiquei tão feliz quando vi que ela acordou!

-Ai mana, perdoa-me eu fui tão estúpida!- Disse entre lágrimas de alegria e culpa.

-Princesa, não tiveste culpa, eu é que de vez em quando falha-me qualquer coisa.- Disse Soraia entre risos- MAS JÁ VI QUE TENS NOVIDADES!

Ela apontou para a minha mão e a do André, que estavam dadas.

-Sim ,eu e o André namorámos.- Olhámos um para o outro.

-Parabéns! Pelo menos uma de nós tem sorte!

-O que se passou?

-O Almeida esteve aqui.- Os minutos seguintes foram a falar sobre ele e o que disse á Soraia.

-Mas ele disse-te isso?- Por esta eu não esperava.

-Se disse! Com todas as letras.- Ela estava magoada, mas a fazer-se de durona. Não quis pressionar.

-Mas isso quando saires daqui resolvemos e falamos com ele. Mas eu devo-te dizer que estou chocada com isto tudo.

-É. Não há de ser nada.

-Mas Soraia, porque é que tentaste-te matar?

-Eu, eu senti que falhei ao pai. Eu prometi que cuidaria de ti. E simplesmente senti que me odiavas, tu e ele! 

- Eu amo-te Soraia, tu cuidaste tão bem de mim, fizeste com que sentisse menos culpa na morte do pai e só posso te agradecer por isso! 

O André olhara para mim um pouco em choque com a última afirmação que fiz.

-Joana, tu não tiveste culpa na morte do pai! Mete isso na cabeça!

-O pai morreu para me salvar!

E o silêncio impera no quarto. Contudo, ouço o André a dizer:

-Mas o que é que se passou para te culpares assim?  

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-Eu sabia Joana, sempre soube.- Mariana deixou-me em estado de choque.
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Ele lesionou-se! Tragam a maca!
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-Ouve, mas tu tens problemas por eu ser a namorada do André Gomes?

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E para o próximo capítulo, temos o frente a frente de Mariana e Joana!
E as adeptas do glorioso, vão aceitar bem uma nova namorada no plantel?
Veremos!

Beijinhos  

sábado, 1 de agosto de 2015

7ºcapítulo- "Vou-me casar."

-Devo dizer que a situação não é fácil. A sua irmã ingeriu um dose elevadíssima de comprimidos que normalmente um ser humano não conseguiria suportar. No entanto, temos uma resistente! A sua irmã apesar de se ter tentado matar parece que mudou de ideias. Está neste momento a dormir e deverá acordar brevemente.

Abracei o André com o melhor sorriso que tinha.

-No entanto… Pode haver sequelas, a Soraia tomou paracetamol e embora pareça algo inofensivo, quando tomado em grandes quantidades, o paracetamol está longe de ser inofensivo. Percebe-se na sua tendência para causar danos renais e hepáticos.

-Isso quer dizer que a Soraia pode vir a sofrer de insuficiência renal?!- Estava horrorizada, isto não podia acontecer.

-É muito possível e se estamos aqui para sermos sinceros, é o mais provável de acontecer. Mas devo dizer que a Soraia está vigiada e nós não deixaremos que aconteça algo.

-Mas…- Isto era tudo muito forte para mim- Se a Soraia não estivesse internada poderia acontecer algo?

-Bem…- o médico estava reticente em dizer algo, mas acabou por ganhar coragem- Sim. O mais provável era que os rins da Soraia deixassem de funcionar de uma forma muito brusca levando a dias depois á morte certa.

Eu simplesmente virei-me e encostei-me ao peito de André, cerrando os olhos bruscamente. Eu não queria ouvir mais nada. E o André percebeu isso.

-Ouça, eu sei que o Doutor só está a fazer o seu trabalho, mas isto é demais para ela digerir.

-Entendo. Mas eu não posso esconder nada, não posso esconder o perigo que a paciente passou. Mas mesmo assim, as minhas sinceras desculpas.

Entretanto, o Almeida chegara e pedi ao André para explicar o que o médico tinha dito. Ele fez isso e o Almeida ficou… como nunca o tinha visto. O seu olhar estava vazio, sem vida. O médico tinha autorizado as visitas e eu fui primeiro. Entrei no quarto junto com o André. Ajoelhei-me ao pé da sua cama.

-Eu só te quero pedir perdão. Eu sei, fui injusta e isso magoou-te, mas eu e tu estamos aqui para resolver tudo por isso não desistas!

Eu sentia que a culpa era minha. Eu deixei-a nesta cama. Comecei a chorar e o André rapidamente veio me dar apoio. Não queria ficar mais ali.  

-Leva-me daqui, por favor.

-Claro pequena , o que quiseres.- Fomos embora dali e o Almeida entrou.

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André Almeida

Entrei a medo, medo de ver a mulher que um dia foi a mulher da minha vida num estado lamentável. E infelizmente foi isso que vi. Rapidamente cheguei ao pé dela e peguei na sua suave e doce mão.

-Ai Soraia, Soraia. Para quê isto?! Se fui eu, perdoa-me. Podes até acordar e espancar-me mas não me deixes. Não agora.

- Eu não te vou deixar.

Olhei para a sua cara e ela mantinha os olhos fechados. No entanto, tinha acordado. Eu sorri verdadeiramente feliz.

-Desculpa, eu fui uma estúpida. Não devia ter tomado aqueles comprimidos todos. Mas agora eu estou bem e podemos reconstruir a nossa vida! Eu amo-te e eu sei que tu me amas. Fica comigo!

-Soraia…

-Que foi? Tu concordas! Nós passamos por tanto, mas eu sei que juntos podemos vencer tudo!

-Vou-me casar.

Ela ficou em choque. Só repetia a palavra “casar”. Eu nunca tinha dito que namorava novamente. Aliás, eu nem devia ter contado sequer que ia casar. Mas  ia iludi-la? E depois, iria gozar com ela? Esse não sou eu.

-Eu juro que não me podias ter magoado mais do que isto! Vai embora André! Sai daqui! SAI!
De um momento para o outro ela estava rodeada de enfermeiros, todos eles a seguravam para a sedar. E conseguiram. Fui embora, mas sai daquele hospital com uma certeza: Sou um monstro, mas ela já fez pior. E ainda falta saber porquê!

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Joana

Casa de André Gomes. Se á uns meses atrás me dissessem que iria estar aqui, eu juro que não acreditava, que não era possível! Iria-me rir como uma perdida e provavelmente mandaria para o ar um palavreado menos bonito. Mas não, eu estou aqui e ao mesmo tempo a minha mente está em vários lugares.

-Bem, eu não cozinho muito bem, mas sei pegar no telemóvel e encomendar alguma coisa. Precisas de te alimentar, nem almoçaste direito.- Eu podia-vos dizer que se o André precisasse de ser retratado naquele momento, eu diria que ele era uma “mãezinha”.

-Eu não tenho fome.

-Mas vais comer. E ponto final. Ele encomendou pizza. Uau, que surpresa ( ironicamente falando ).

-Senta-te aqui, fica comigo aqui, eu só preciso disso e faço o que quiseres.- Eu sei, eu estava carente. E normalmente isso não é nada bom sinal.

E vamos ser sinceros.

Eu sabia que no fundo, eu me apaixonei. Mas agora sonhar é a única coisa que posso fazer.

-Precisas mesmo de mim assim tanto?- Ele estava… Feliz? Animado? Era qualquer coisa deste género.

-Eu preciso de apoio. Tens a noção que eu discuti com a minha irmã naquele dia? EU FUI A CULPADA! Se não fosse eu e a minha estúpida maneira de ser, eu podia ter evitado! Eu sou tão má pessoa!

-Olha bem para mim.- Pôs a mão no meu queixo e levantou-o, ficando assim a olhar para ele.- Tu não tiveste culpa. A vida da tua irmã andava pior que um vendaval. Independentemente das discussões, ela não fez isto por tua causa.

-Não foi a discussão em si, mas foram as palavras, que por vezes magoam mais do que uma chapada! Olha eu vou-me embora, não vale a pena continuar com isto!

Ia-me a dirigir para a porta, quando André se levanta do sofá onde até agora estava e me abraça fortemente. E simplesmente aproxima a sua boca ao meu ouvido e diz:

-Fica comigo. Fica por favor. – Foi aí que o desejo falou mais alto.

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-Mas ele disse-te isso?- Por esta eu não esperava.
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Espalhando beijos molhados e quentes por todo o meu ombro(…)
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-O pai morreu para me salvar!
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-Eu escolhi-te. Porque é a ti que eu quero! 

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Mais um capítulo :) 
Será que já está tudo bem com Soraia? Ou esta história do suicídio ainda não se resolveu?
O Almeida vai-se casar? Ele namora sequer?
E Joana e André Gomes, será que esqueceram os obstáculos, ou vão aparecer mais? 
ESPEREM POR MAIIIIIISSSS! 
Beijinhos :) 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Parabéns André Gomes !!!!

 

Aff, eu sei não é um capítulo novo. Mas não posso deixar de dar parabéns a quem me inspirou a criar esta fic, ao meu ídolo André Gomes! É, se querem que vos diga, sinto imensa falta de o ver com o nosso manto sagrado, mas a vida é mesmo assim e portanto que ganhe muito em Valência :)  
Parabéns menino de ouro, que venham mais 22!  

sexta-feira, 24 de julho de 2015

6ºcapítulo- "Até já? Não, não me vais deixar sozinha!"

Boas! Agora o blog tem a opção anónimo no que toca a comentários, por isso quem lê e não tem conta ou por alguma razão não se quer identificar, podem comentar á mesma e para ser sincera, eu agradeço imenso! Todos os comentários são bem-vindos porque me ajudam a ter ânimo e ideias! Fiquei muito desanimada porque no capítulo passado só ouve um comentário e claro fico triste. Mas como é tempo de férias, acredito que por vezes nem leiam ou comentem! Portanto sem mais nada a dizer… 
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Mais um dia de trabalho. Desta vez iria para o estádio, por isso seria um caminho bem mais rápido. Fiz a minha higiene matinal, tomei o meu pequeno-almoço e preparei-me. Desta vez fui mais prática, mas profissional. Eu estava confusa por todos os acontecimentos!

Sem jogadores, ninguém mesmo para me chatear. Isso foi o que eu pensei, até me lembrar da Adriana, isto é, quando ela se fez lembrar. Estava no corredor mesmo a entrar no departamento de marketing quando ela me chama.

-Joana, será que podemos conversar?-Eu notava que ela estava nervosa.

-Ouve, se é para falar daquela noite, esquece. Não aconteceu nada, logo não há nada para falar!- Ia-me embora, quando ela diz:

-A sério? Nem da noite que passaste do Sílvio?-Subitamente, ela ficou… Chateada?

-Mas como é que tu sabes disso?

-Eu sou prima do Sílvio, ele conta-me tudo, crescemos praticamente como irmãos. Por favor Joana, nós sabemos perfeitamente que tu gostas do André, para que é que fizeste isto?

-Ouve, vê se entendes: Nós estávamos alterados, não foi planeado e ambos esclarecemos bem isso um ao outro! E nem vou falar do André porque não vale a pena.

-A única coisa que sei é que o meu primo está animado com a tua chegada, por isso vê-la o que fazes. Não te vou julgar como é óbvio.- Eu compreendo-a, está a proteger o primo.

-Ai amiga, o teu primo é um pão.- Acabámos por concordar e rir com isso, mas depois claro fui trabalhar. Quando reparei era hora de almoçar por isso decidi ir ao Colombo.O lado positivo é que hoje tinha folga de tarde por isso podia aproveitar e fazer umas comprinhas. Estava a chegar ao carro quando aparece-me o Gomes á frente.

-Bem, agora vamos conversar.

-Boa tentativa Gomes, mas a não ser que vás almoçar ao Colombo, duvido muito.

-Mas é mesmo isso que vou fazer! Vamos então!-Arrancou-me a chave do meu carro da minha mão e foi para o lugar de condutor. 

-OH MEU GRANDESSÍSSIMO ANORMAL, SAI JÁ DO MEU BEBÉ! 

-Valeu a tentativa Joana, mas entende que eu quero conversar contigo, é agora ou nunca. 

A muito custo, sentei-me no lugar de pendura de beicinho. Bem vi através do canto do olho que ele deu um sorriso de vencedor e ao mesmo tempo trocista. Acabámos por chegar e claro eu escolhi a minha comida e mandei que ele pagasse. Quer dizer vem no meu carro, sem minha permissão e ia ficar sem prejuízo? Claro que não! 

-Sê sincera: O que é que tu vês nele?- O André foi o primeiro a quebrar o silêncio.

-Foi carência ou outra coisa?-Reformulou a pergunta.

-André, foi um momento de carência de ambos. Eu estava bêbada, ele também e já para não falar que saber que tu tinhas namorada fez-me sentir um nojo de mulher!

-Mas era necessário dormires com o primeiro que te apareceu á frente?

Acordaste a fera, André Filipe Tavares Gomes.

-Vê se entendes que eu não dormi com o primeiro que me apareceu á frente! E além disso, tu não tens nada a ver com o que faço ou deixo de fazer. EU NÃO TE SOU NADA NEM TU ME ÉS NADA!

-Isso é mentira. -Ele estava um pouco perturbado.

-Então eu sou o quê para ti?

-Eu não sei, eu só sei que não te quero perder.

Os nossos olhos ficaram fixos um no outro. A química, a física, aquilo que vocês quiserem chamar, estava lá. Mas eu sei, eu sei, é errado. E fui salva… pelo toque do telemóvel.
(…)
-Sim, sim eu sou a irmã.
(…)
-Mas como é que isso aconteceu?- Notei que o André estava assustado, visto que eu chorava sem parar.
(…)
-Eu vou já para aí!- Desliguei e comecei a correr para o carro. André acompanhava-me em corrida.

-Mas o que é que aconteceu?!- Já estávamos dentro do carro.

-A,a,a m-m-minha i-i-rmã…- Eu era asmática por isso tinha mais dificuldade em acalmar-me.

-Ou, ou com calma pequena.- Não pude deixar de derreter um bocadinho.

-A minha i-irmã tentou-se matar.- Os seus olhos ficaram arregalados. Ligou o carro e olhou para mim como que a perguntar para onde íamos.

-Hospital da Luz.

Não estávamos nada longe mas ainda assim André acelerou até ao fim do percurso. Ajudou-me a sair do carro e deu-me a mão em sinal de apoio.
(…)

Estávamos ali á 1 h e não ouve uma alminha que me dissesse algo. Eu já perguntei mas nada me disseram. Disseram para aguardar. Decidi ligar ao Almeida.

-Sim?- Que bom, ele atendera.


-André, estou no hospital.

-MAS O QUE É QUE SE PASSOU?!

-Calma, não foi comigo. Foi com a Soraia.

-Eu não quero saber.

-Não queres mesmo? Digo á mesma. A Soraia tentou-se matar. Hospital da Luz- Era previsível a próxima pergunta.

-Eu vou já para aí.- E desligou.

Quando reparei o Gomes também estava ao telemóvel e pelo que me apercebi, estava a discutir.
(…)
-Mariana, vê se entendes que eu não posso ir.
(…)
-Por amor á Santa, para de ser dramática!
(…)

-Muito bem. Até já.

Até já? Não, não me vais deixar sozinha!

-Por favor André, eu peço-te, não me deixes aqui sozinha!-Disse, desesperada.

Comecei a chorar e cai de joelhos no meio do hospital. Sentia-me uma menina perdida. Não me sentia assim desde a morte do papá. Eu não posso reviver isso, não agora. Mas o André levantou-me e levou-me para as cadeiras, sentando-se e pegando em mim ao colo.

-Calma pequenina, eu não te vou deixar por nada deste mundo.

Mal eu sabia a escolha que ele estava a fazer. Punha tudo na vida dele em causa. Mas isso, é outra história.  Foi quando o médico entrou e disse:

-Familiares de Soraia Santos?

E ali estávamos, prontos a ouvir o que o médico tinha para dizer. 

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-Eu sabia, eu sempre soube. Desde o dia em que te conheci.
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-Vou-me casar.
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-Fica comigo. Fica por favor. – Foi aí que o desejo falou mais alto.
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Eu sabia que no fundo, eu me apaixonei. Mas agora sonhar é a única coisa que posso fazer.
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COMENTEEEEEEEMMMM (agora também em anónimo muahahahah ) e já agora quem quiser que divulgue alguma fic, avisem


Mais bombas a caminho no próximo capítulo!
Beijinhos

sábado, 18 de julho de 2015

5º capítulo-"Sempre pensei que a minha morte fosse diferente"

Hey! Como prometido é devido, vou divulgar a fic linda da Ri! Gosto particularmente porque fala sobre outros jogadores não tão conhecidos mas igualmente importantes claro J Aconselho porque eu adorei e estou ansiosa para mais. Acho que vai haver muita gente surpresa com este e por isso não digo mais nada! P.S. SIM PODEM-ME BATER POR TER DEMORADO MIL ANOS, MAS EU COMPENSEI-VOS!

“Love is a funny thing…” - http://www.lovesomeonefic.blogspot.pt/

Boa leitura :p  
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De manhã:

Acordei cheia de dores de cabeça. Abri lentamente os olhos e raparei que não estava em casa. Quando olhei para o lado, ali estava ele. E toda a memória da noite passada veio. Podia ter bebido imenso, mas foi tudo tão marcante que nada foi esquecido. Acordei-o e só perguntei:

-Como é que isto aconteceu?!- Fiquei completamente chocada. Afinal era mesmo um jogador. E era do Benfica.  

-Talvez, podemos dizer que não resistimos um ao outro.

-Sílvio, isto não tem piada!-O pior é que não havia sequer uma parte da noite que eu não me lembrasse. Sinto-me horrível.

-Mas qual é o problema? És comprometida? Calma, eu não vou dizer nada.- Sim, ele estava a ser sincero, notava-se, aliás eu sempre admirei o Sílvio por ser alguém que teve que passar por muito e que sempre se manteve forte e batalhador por aquilo que queria. MAS NÃO AO PONTO DE DORMIR COM ELE!

-Não, eu não sou comprometida. Mas não quero que penses que sou uma “maria-chuteira”. – Em parte era verdade. Eu não queria que ele pensasse que me aproveitei dele. Foi um momento de carência.

-Nada disso! Ambos estávamos um pouco alterados, mas eu estava melhor que tu e dei-te uma ajuda porque já sabia que trabalhavas no Benfica. Acho que nenhum dos dois pensou que a noite ia terminar assim. Mas foi mau?- Uau, ele foi direto, sem medo de perguntar. Então, respondi-lhe igualmente.

-Não nego, foi muito bom, mas eu acho que nos devemos conhecer melhor para recordarmos esta noite com melhores olhos.

-Então, comecemos por levar a donzela a tomar um pequeno-almoço e depois vamos juntos para o caixa, pode ser?- Dava jeito visto que hoje era dia de eu trabalhar no caixa futebol campus.

Eu tomei um banho lá em sua casa e para vestir emprestou-me uma sweatshirt que servia tipo vestido, como eu lhe pedi para passarmos por minha casa visto que ontem já tinha posto de parte a roupa que iria usar hoje no trabalho por isso seria rápida a trocar-me. Ele concordou e quando já ambos prontos, fomos ter a minha casa. Perguntei-lhe se queria subir, mas ele disse que tínhamos tempo (pois acordamos bastante cedo) portanto esperava no carro. Subi, arranjei-me desta forma: 


Desci e fomos á esplanada perto da ponte 25 de abril, a que eu fui com a Adriana. Falamos muito de como éramos, partilhamos momentos da nossa vida. Acho que acabámos por nos conhecer um ao outro e devo dizer que adorei o Sílvio e que quero manter contacto. Mas o dever chama e acabamos por ir para o caixa. No carro contávamos piadas um ao outro.

-Olha, era uma vez um pinguim que respirava pelo rabo. Um dia sentou-se e morreu. 

-Ai nossa, que piada mais seca Joana.- Embora dissesse aquilo, Sílvio não parava de rir.
Entre brincadeiras e risos, chegamos e cada um foi para o seu canto. Estava entretida no meu trabalho quando achei que precisava de um café. Fui até á máquina de café que existia perto do meu pequeno gabinete e tirei um. Foi quando me tocaram no braço. Virei-me e era uma rapariga.

-Desculpa te incomodar, mas sabes se os treinos da equipa principal já terminaram?- Ela era tão doce, tão linda que acho que no meu interior senti uma pequena inveja.

-Não tem problema, não acho que começaram mesmo agora e são privados.

-Oh treta, o próximo comboio só vem a meio da tarde.

-Calma, se quiseres podes esperar pelo fim do treino no meu gabinete. Não é muito grande mas cabemos lá as duas. Já tomaste o pequeno-almoço?- Ela negou e então acabei por ir com ela ao bar, dar-lhe um pequeno-almoço que paguei eu. Ela queria pagar mas eu quis pagar, parecia esfomeada. Conversamos e quando ela acabou o pequeno-almoço fomos para o meu gabinete.

-Então, quem vieste visitar?

-O André Gomes, sou a namorada dele. – Parecia que tinha levado um murro.

-Ahh, claro, és a namorada do André.

-Sim, parece que sim. – Deu um sorriso genuíno.

-Já agora, sou a Joana. -Dei-lhe um sorriso, tentando fazer com que parecesse genuíno.

-Eu sou a Mariana.

Conversamos mais um pouco e quando reparei, o treino acabara. Levei a Mariana até ao Gomes.

-Olá amor!- Mariana abraçou Gomes, que estava espantadíssimo.

-Olá! Estavas com a Joana?

-Sim, ela foi uma querida mas isso eu depois conto-te. Agora, vou agradecer á Joana.
E abraçou-me. E eu senti-me tão mal, mesmo não sabendo da existência dela, sinto-me uma pessoa imunda.

-Se me dão licença, tenho de ir! Mariana se precisares de alguma coisa, sabes onde me encontrar!- Disse, tentando não chorar. No entanto cheguei ao gabinete e só tive uma reacção: Chorar.

Sinto-me dividida, perdida, estragada, arruinada. Sinto-me uma miúda pequena que não sabe o que fazer. Mas parei imediatamente e lembrei-me que tinha que ligar ao Almeida para ele me contar o que é que aconteceu entre ele e a Soraia, visto que estava chateada com a minha irmã. Como ele ainda estava no caixa, rapidamente veio cá ter.

-Agora, desabafa.- Disse-lhe.

E foi aí que ele me contou tudo. E eu fiquei escandalizada. Porquê? Porque é que ela fez isto a ela própria e a este rapaz? Abracei-o com tudo o que tinha e ele agradeceu-me imenso. Não pensei em mais nada e fui a casa. Ela lá estava. Furiosa, exclamei-lhe:

-E não me contaste nada porquê? Um aborto?! Eu começo a pensar que está na hora de voltares para Braga.

-Como é que tu sabes disso?

-Tu achavas que ias esconder isso de mim por muito tempo?! Eu falei com o pai do fruto que carregaste mas que por puro egoísmo abortaste! Como? Como é que te transformaste neste… neste monstro?- Eu estava tão mal, tão, tão… Tão enojada.

-Vocês não sabem do que falam! Eu e só eu sei do que falo e do que aconteceu! Parem de julgar-me como se tivesse cometido um assassinato!- Ela estava possessa. Embora eu não estivesse melhor.

-E não cometeste?- Silêncio.- Vês? Até tu concordas. Sabes que mais? Eu não te conheço, não faço a mínima quem tenho á minha frente, mas definitivamente não é a minha irmã. Mas por favor, se vires a minha irmã, diz-lhe que eu estou aqui para tudo. Agora essa pessoa que criaste, que tenha cuidado comigo. Porque eu sou demasiado direta e frontal para me calar com cenas destas.

Ela chorava. Eu chorava por vê-la assim. Mas por muito que olhe para ela, não consigo deixar de pensar naquela que podia ter sido a alegria da minha mãe. Que podia ter sido a alegria do meu pai, apesar de ele já não estar mais entre nós. Meu pai, o quanto eu preciso de ti! Preciso que venhas e me digas o que fazer. Porque sozinha não aguento! E o André, o pai daquela criança? Que se sente meio morto, meio vivo? Que não consegue subir na carreira, por não ter concentração pois só pensa no que aconteceu!
A campainha toca. Eu vou abrir. Instantaneamente entra o Gomes e começa a gritar:

-COM O SÍLVIO?! É PRECISO EU SAIR PARA IRES-TE DEITAR COM OUTRO JOGADOR?! ÉS UMA GRANDESSÍSSIMA…

-WOW, WOW, WOW CALMA AÍ! O QUE É QUE TU TENS A VER COM ISSO?!- Por surpresa de todos, não fui eu que falei, mas sim foi o Sílvio que vinha como um louco atrás do André.

-Eu, bem eu… Hum…- Gomes sem fala. Que pena que eu tenho.

-Bem me parecia! Agora vamos embora antes que me passe contigo!-Disse Sílvio.

-Precisamos de falar mais tarde.- Afirmaram ambos ao mesmo tempo. E nenhum deles estava contente.

-C..laro, claro que sim.- Foram embora e fecharam a porta. E estava sozinha porque eu bem vi a Soraia a fugir a meio da pequena discussão.

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Soraia

Nota da autora: Se quiserem, eu escrevi esta parte a ouvir “Breathe me- Sia” e dá bastante realidade a esta cena. Podem ouvir ou não, mas aconselho!

Ninguém sabe ou compreende. Ninguém, por muito que queira ajudar, pode ajudar. Ninguém pode dizer que não amei este pequeno bebé. Quando o médico afirmou que estava grávida, eu senti-me tão feliz, capaz de conquistar o mundo. Imaginava um pequeno André a correr pela casa com a sua bola de futebol. Imaginava um pai preocupado atrás dele. E imaginava uma mãe sorridente a observar a cena. Ou então uma princesa, pequenina com a sua boneca de um lado para o outro. Eu contei-lhe que ele iria ser pai e ele ficou tão feliz! Tão orgulhoso, posso mesmo dizer que naquele momento era a mulher mais amada do mundo! Tudo que eu vivi com o André, foi mágico, cada sorriso, toque, carícia, beijo, cada noite de puro e terno amor! Mas a vida prega-nos partidas e eu não esperava isto. Não esperava ser obrigada a abortar. Mas foi uma escolha, era isso ou … É outra história, ninguém mais quer saber de mim, nem do que faço ou deixo de fazer! Sentem nojo, repulsa e até eu sinto isso! Sinto dentro de mim um vazio, sinto-me a pior pessoa do mundo. Sinto mas tem que acabar. Ver que o homem da minha vida me odeia, que a minha irmã que sempre me viu como uma heroína me odeia, simplesmente acabou comigo. Fraqueza? Talvez. Talvez eu possa dizer que sou fraca, que não luto. Sempre fui assim. Desde o primeiro momento da minha vida, á morte do meu pai, á saída de Braga, ao aborto, á relação com o André, SEMPRE! Sinto-me lixo, sinto que não tenho mais espaço neste mundo, que não pertenço mais aqui! Quando o meu pai faleceu, eu estava de mão dada com ele. Ele fez-me prometer que iria cuidar da sua pequena, da Joana e do amor da sua vida, a minha mãe! E eu segui isso á risca, tanto á risca que me esqueci de cuidar de mim, esqueci-me de como era ser uma pessoa e o André quando entrou na minha vida lembrou-me isso tudo! Ele não merecia, não merecia sofrer tanto, meu deus porque é que eu entrei na vida dele? E a minha irmã, aquela que mais me apoia, é a que mais sofre comigo e com as minhas asneiras. A minha princesinha, a pessoa que com certeza mais amo no mundo, tornou-se um mulherão! Alguém que batalhou contra tudo e todos, mas chegou onde queria. Sofreu tanto, devo dizer. E por não querer que nem ela nem o André sofram mais é que tomei esta decisão. Sim, está na hora. Na hora de facilitar tudo. Pareço uma desesperada a chorar dentro do carro, com um saco de comprimidos na mão. Sempre pensei que a minha morte fosse diferente do que uns meros comprimidos, mas eu não aguento mais. Vou fugir para a beira do meu papá e do meu filho! Vou ser feliz, muito feliz como nunca outrora fui! Cansei de viver, chega de estragar a vida aos outros. Chega de ser um estorvo, de trazer infelicidade para as pessoas. E agora perguntam: Será a melhor solução? E eu respondo: Sim, a melhor solução é a Soraia deixar de existir e como o André me disse na nossa discussão morrer bem longe dele! 

Reviravoltas e não acabam por aqui meninas. 
Para vocês, mais do próximo capítulo: 
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-Sê sincera: O que é que tu vês nele? 
#######
-Eu não sei, eu só sei que não te quero perder.
#######
-Foi carência ou outra coisa?
#######
-Sim, sim eu sou a irmã.
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-Por favor André, eu peço-te, não me deixes aqui sozinha!-Disse, desesperada.
####### 
 Podem sugerir cenas do capítulo etc etc 
ESTOU A PREPARAR UMA SURPRESA PARA VOCÊS :) :) ;) Para saber, estejam atentas! 
Beijinhoooos 


terça-feira, 7 de julho de 2015

4º capítulo-" Era o nosso filho!"

HOLA! Tenho para vocês duas fics que aconselho. A primeira é “Give me love” da Ana Santos e é super linda, com imensas reviravoltas, o que para mim é a melhor parte das fics. E a segunda é a “Romance inesperado” da Ritááá que tal como o título diz é um romance muito cativante que vos aconselho a ler também. E Ritááá, devo-te um agradecimento por também teres divulgado e comentado a minha fic, és uma das que contribui para eu continuar este trabalho e por isso dedico-te este capítulo J (Estou animada porque o número de leituras está a subir cada vez mais!) Eu vou deixar aqui neste capítulo um limite de dois comentários, pois este deu especialmente imenso trabalho, por isso tenho que ter algumas alegrias com ele. Estão á vontade para seguir também ihihihihi!

Romance inesperado-» http://romanceinesperado.blogspot.pt/   
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-Por favor entrem, vamos resolver tudo com calma. -Disse, ainda confusa com o que estava a acontecer.

Entramos em casa e eu decidi passar logo ao jantar e depois sim resolvíamos, ou melhor, a Soraia e o André resolveriam o que teriam a resolver. Escusado dizer que houve ambiente pesado, eu juro que não entendo o que se passa… Houve bastantes conversas, aquilo que se podia falar era sobre futebol, mas estava tudo muito tenso. Por isso, decidi abrir uma garrafa de vinho. Os únicos que não beberam foram o Almeida e a Soraia. A Adriana bebeu mas não muito, já o André e eu estávamos completamente tocados pela bebida. O jantar então terminou e eu já um pouco sorridente disse:

-MENINOS!-Gritei para Soraia e Almeida- Vocês falem o que tem para falar que nós os três vamos para o quarto.
Dito isto virei-me para ir para o quarto e bati contra a parede, mas não houve problema, porque o Gomes depois de se rir imenso levantou-me.

-Joana, preciso de ir á casa de banho, onde é?-Acabei por indicar o que me lembrava do caminho da casa de banho e fui assim andando com o Gomes para o quarto.
Entramos no quarto e reparei que ele não parava de olhar para mim.

-Queres alguma coisa?

-Quero. Isto.- Com apenas dois passos, colou os nossos corpos e iniciou um beijo extremamente quente e necessitado.
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Entretanto, na sala
Soraia:

Era ele. Após meio ano de nos termos afastado, estávamos frente a frente. Estava em frente ao homem que amo mas nada saía. Nada mesmo.

-Não falas? Não estavas á espera pois não? Fugiste, mas devias saber que eu sempre acabo por te encontrar, coincidência ou não. – Ele diz isto de uma maneira tão cruel e fria que só me deu vontade de chorar, mas eu não fiz isso.

-Eu não fugi! Nós mudamos de casa devido ao estágio da Joana, mas mesmo que tivesse fugido ou morrido, nada a haver tu tens com isso não é?

-Como podes ser tão hipócrita? Tu não te lembras o que passamos juntos? O que fizemos juntos? E o nosso…

-CALA-TE!-Assustei-o com esta reação, mas ele iria falar de algo que eu simplesmente não posso falar.

-Não me vou calar a falar desse assunto. Sabes porquê? Porque eu o amei e tu nunca o amaste!

-Por amor de deus André! Foi o melhor! O melhor que acabou com tudo o que tínhamos!

-Tu é que acabaste com tudo, tu é que fizeste com que alguém morresse!-Lágrimas escorriam no rosto dele, eu sentia que ele me olhava com nojo.

-POR FAVOR, EU NÃO SOU NENHUMA ASSASSINA, ERA SÓ UM FETO!-Exclamei, cansada em todos os aspetos.

-Um feto- Ele sorri cinicamente- Era o nosso filho! Que abortaste “porque iria dar cabo de tudo”! Sabes o que é acordar com um bilhete ao nosso lado a dizer “ Desculpa mas não podemos ter este filho, fui fazer o melhor para nós”? Não sabes. E eu digo-te uma coisa: Eu te odiarei para sempre, tu metes-me nojo, morre bem longe de mim!- Com isto pega no seu casaco e vai-se embora. Desesperada com o que ouvi, caio no chão e começo a chorar completamente sem ar. Foi quando apareceu a amiga de Joana, a Adriana e me abraçou dizendo para ter calma e ajudando-me a recompor-me.
*****
Entretanto, no quarto
Joana:

Devo dizer, eu tentei lutar contra o beijo, mas a carência era enorme, em Lisboa não tenho tido sorte e uma mulher não é de ferro. André passou do beijo a dar leves beijos molhados até ao meu pescoço. Eu sei que isto é o efeito do álcool, mas eu não estava melhor. Eu mordia-lhe levemente a orelha passando a fazer leves carinhos na sua nuca, coisa que o estava a fazer arrepiar-se. Fomos nos aproximando da cama e acabamos por nos deitar, já ambos desesperados por carinho, por prazer, por contacto pele a pele. A sua exitação já era bem notada.
O ambiente estava já demasiado quente, os suspiros eram ouvidos por toda a parte e a única coisa que estava a sentir era o botão dos meus calções serem rapidamente desapertados, dando lugar a um tremendo nervosismo, até que André para imediatamente e resmunga algo como: “ não podemos fazer isto” e vai-se embora a correr. Evidentemente que eu fiquei parva com a sua atitude.
Adriana entra de rompante no quarto e vê o meu estado. Eu deitada na cama, de calção desabotoado e chupões no pescoço. Já para não falar no batom.

-Que foi?-Disse eu, já mais sóbria- Não aconteceu nada.

-Ai Joana eu não acredito!-Disse muito apreensiva.

-Somos os dois adultos e temos necessidades. É normal que aconteça- Disse revirando os olhos.

-Joana, tu não entendes pois não? Fizeste a maior borrada da tua vida.

-Ai é? Diz-me lá porquê.

-O André é comprometido. Tem namorada há já dois anos.

Estagnei. Fiquei congelada sem saber o que fazer. Recompus-me, peguei na minha bolsa e fugi daquela casa. A Adriana bem tentou chamar, mas em vão. Eu só queria esquecer isto, por isso fui ao bar mais próximo, pedir a bebida mais forte.
Bebi sem parar, até que alguém me impede de beber mais.

-Desculpa, mas não bebes mais.

-Olha láááá-Estava tão bêbeda- Eu conheço-te?

-Sim tu conheces-me, até trabalhamos no mesmo sitio, mas tu estás tão alterada que nem te apercebes de quem sou.

-Ahh, és ummmm jogadoooooor!-Parti-me a rir nesta parte, mesmo não sabendo porquê.

-Sim, agora anda embora.

-Ainda quero sabeeer quem tuuuu ésss!

-E vais saber, mas tens que sair daqui, tu não estás bem.

Ele levou-me para o seu carro, colocou-me o cinto e levou-me para uma casa espetacular. Sentou-me no sofá e disse para esperar lá. Aguardei até que ele chega com uma t-shirt comprida e deu-ma para a mão. Segundo ele, era o meu pijama hoje. Assenti e vesti-me ali. O moço ficou constrangido. Virou-se de imediato. Eu aproveitei para o abraçar por trás e agradecer-lhe, mas quando o ia abraçar ele vira-se dando lugar a um choque de corpos instantâneo. Os nossos lábios estavam demasiado próximos e eu juntei-os. Ele tentou recuar no inicio, mas foi mais forte o impulso. Quando aceitou o beijo, levantou-me entrelaçando as minhas pernas na sua cintura. Deitando-me levemente no sofá rapidamente tiramos a camisola um ao outro, de imediato coloco-me por cima dele e inicio um caminho de beijos no seu peito enquanto ele solta alguns gemidos. Quando estava a chegar perto das suas entrepernas, o rapaz não aguenta mais a pressão e trocamos assim as posições. Fomos despindo o que ainda tínhamos no corpo e quando já prontos, ele acaba por me dar um beijo super suave, sem pressas. E é assim que ele entra dentro de mim e inicia um momento prazeroso onde eramos um só, sem consequências, a aproveitar o momento. Ambos gritávamos e gemíamos sem pensar em nada, estávamos num á vontade tão grande a completarmo-nos um ao outro. Não demorou muito que estivesse pronta a atingir o climax mas ele pediu para aguentar mais um pouco. Aguentei e quando ambos prontos para atingir, deixamo-nos ir e resultou numa explosão de prazer misturado com os nossos gritos já roucos. Ele retirou-se dentro de mim e devo dizer que me senti um pouco "vazia", mas rapidamente passou porque adormeci.
******
De manhã:
Acordei cheia de dores de cabeça. Abri lentamente os olhos e raparei que não estava em casa. Quando olhei para o lado, ali estava ele. E toda a memória da noite passada veio. Podia ter bebido imenso, mas foi tudo tão marcante que nada foi esquecido. Acordei-o e só perguntei:

-Como é que isto aconteceu?!- Fiquei completamente chocada. Afinal era mesmo um jogador. E era do Benfica.   


Eu acho que tão cedo a Joana não toca em bebida.
Quem será o jogador mistério?
E como será o reencontro de André Gomes e Joana após aquela cena?
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E não me contaste nada porquê? Um aborto?! Eu começo a pensar que está na hora de voltares para Braga.
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Ahh, claro, és a namorada do André.
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-Talvez, podemos dizer que não resistimos um ao outro. 
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-Oh treta, o próximo comboio só vem a meio da tarde.
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Limite de dois comentários para publicar o próximo. Comentem sobre a história e esta primeira de muitas reviravoltas! BEIJINHOOOOOS